Inglês Corporativo: 5 Realidades de 2025 e o Elo Perdido na Retenção de Líderes
Artigo para RH & Gestão de Pessoas

Inglês Corporativo: 5 Realidades de 2025 e o Elo Perdido na Retenção de Líderes

O que os dados do Guia GPTW 2025 e do EF English Proficiency Index revelam sobre crescimento, inovação e o papel do inglês corporativo na estratégia de pessoas.

Thought Leadership Por Paulo César Vicente Fast English – Inglês Corporativo
Infográfico síntese: crescimento retém talentos, mas a baixa proficiência em inglês cria uma barreira silenciosa para líderes brasileiros.

O mundo do trabalho está mudando em alta velocidade. Inteligência Artificial, novas formas de organização e uma geração que exige crescimento e propósito estão desafiando o modelo tradicional de gestão.

No meio disso tudo, recursos humanos e gestão de pessoas precisam tomar decisões que vão muito além de benefícios e treinamentos genéricos. E é aqui que o inglês corporativo entra em cena – não como curso de idioma, mas como peça-chave na estratégia de pessoas.

Ao cruzar os dados do Guia GPTW Melhores Empresas para Trabalhar 2025 com o EF English Proficiency Index 2025, surgem cinco realidades que nenhum líder ou profissional de RH pode ignorar.

Sem uma estratégia consistente de inglês corporativo para lideranças, empresas brasileiras correm o risco de formar ilhas de excelência cercadas por um mar de limitações.

1O paradoxo do crescimento: quem coloca pessoas no centro fatura mais

Durante muito tempo, clima organizacional, bem-estar e cultura foram vistos como temas “soft”, difíceis de relacionar com resultados financeiros. Os dados do GPTW 2025 mostram outra coisa: as Melhores Empresas para Trabalhar apresentam crescimento de faturamento várias vezes maior que a média nacional.

Para RH e gestão estratégica de pessoas, isso muda tudo. Investimentos em desenvolvimento deixam de ser custo e passam a ser alavancas de resultado. Programas de liderança, bem-estar e inglês corporativo podem – e devem – ser defendidos como parte da estratégia de crescimento.

Quando uma organização oferece um programa robusto de inglês corporativo para líderes e equipes-chave, ela não está apenas “dando aula de inglês”; está preparando pessoas para:

  • participar de projetos globais;
  • negociar com clientes e parceiros internacionais;
  • apresentar resultados com autonomia para a matriz ou para o board.

2Retenção muda com a idade: uma estratégia só não funciona

Os relatórios do GPTW reforçam que a oportunidade de crescimento é o principal motivo para permanência nas Melhores Empresas para Trabalhar. Mas, quando analisamos por faixa etária, descobrimos duas realidades muito diferentes:

  • Para profissionais até 25 anos, crescimento é praticamente sinônimo de permanência.
  • Para profissionais acima de 55 anos, ganham peso a qualidade de vida e o alinhamento de valores.

Isso obriga a gestão de pessoas a abandonar soluções “tamanho único” e construir trilhas diferentes de retenção. Nos mais jovens, crescimento passa por:

  • acesso a projetos globais;
  • perspectiva de carreira internacional ou em grupos multinacionais;
  • desenvolvimento acelerado de habilidades de comunicação.

Sem um plano claro de inglês corporativo, esse crescimento fica no discurso. Para os mais experientes, o idioma é a ponte para transformar experiência em influência global, e não apenas local.

Infográfico sobre a baixa proficiência em inglês e seus impactos em líderes e talentos no Brasil
A baixa proficiência em inglês cria uma barreira silenciosa para o desenvolvimento de líderes e talentos, limitando acesso a conhecimento global, treinamentos e oportunidades de crescimento.

3Inovação não é genialidade: é segurança psicológica (também em inglês)

Outro mito derrubado pelos dados do GPTW é o do “gênio criativo” isolado. Empresas mais inovadoras têm culturas em que líderes aceitam que erros não intencionais fazem parte do negócio. Em ambientes de segurança psicológica, as pessoas:

  • testam ideias com menos medo de punição;
  • experimentam novas ferramentas, como IA e automações;
  • contribuem ativamente para melhorias de processo.

O que muitas vezes passa despercebido é que grande parte das conversas sobre inovação, tecnologia e IA acontece em inglês – seja em fóruns globais, seja em reuniões com a matriz.

Líder que não se sente seguro para participar de discussões em inglês tende a se calar, delegar ou simplesmente não entrar na sala onde as decisões de inovação são tomadas.

Investir em treinamento de inglês corporativo para lideranças é, portanto, também investir em inovação. Não se trata de aprender “mais vocabulário”, mas de garantir que os principais decisores consigam contribuir em todas as mesas onde a empresa está sendo representada.

4A nova vantagem competitiva: inglês corporativo + inteligência artificial

No cenário atual, a combinação mais poderosa para profissionais e empresas é clara:

Inglês corporativo + letramento em Inteligência Artificial.

A maior parte das documentações, cursos, fóruns e pesquisas em IA é produzida em inglês. Mesmo com bons tradutores automáticos, quem domina o idioma:

  • acessa conteúdos novos antes dos concorrentes;
  • entende nuances técnicas que se perdem na tradução;
  • participa de comunidades globais com mais naturalidade;
  • negocia com fornecedores e parceiros tecnológicos de igual para igual.

Para recursos humanos, isso significa mapear quem, dentro da organização, precisa dessa dupla competência – e desenhar programas de inglês para executivos, gestores e especialistas integrados às iniciativas de IA.

Panorama global da proficiência em inglês: o Brasil está atrás de diversos países com os quais compete por negócios, investimentos e talentos.

5O calcanhar de Aquiles do Brasil: excelência corporativa em um mar de baixa proficiência

É aqui que o EF EPI traz um alerta importante. Segundo o índice de 2025, o Brasil ocupa a 75ª posição entre 123 países, com pontuação na faixa de proficiência baixa.

Com pontuação baixa, o Brasil ainda está distante dos países que lideram a proficiência em inglês – e isso limita a atuação global de profissionais e empresas.
No contexto regional, o Brasil também está abaixo da média, competindo por oportunidades com países que já avançaram mais em fluência.

O paradoxo é claro: de um lado, temos empresas brasileiras de classe mundial, premiadas, inovadoras, com alta performance financeira. Do outro, uma força de trabalho que, em grande parte, ainda não está preparada em inglês para acompanhar todas as oportunidades globais.

Na prática, isso gera:

  • dificuldade de encontrar líderes locais prontos para atuar globalmente;
  • pressão para importar executivos ou deslocar funções estratégicas para outros países;
  • risco de perder competitividade justamente na camada de liderança.

Formamos ilhas de excelência corporativa em um mar de baixa proficiência em inglês – e o inglês corporativo, se bem desenhado, é a ponte para reduzir esse abismo.

Como transformar dados em plano de ação para RH e gestão de pessoas

Diante dessas cinco realidades, o desafio para RH não é “se” investir em inglês corporativo, mas como fazer isso de forma estratégica. Alguns passos práticos:

1. Mapear onde o inglês corporativo é crítico

  • Quais líderes e áreas participam de reuniões com matriz, clientes ou parceiros internacionais?
  • Em quais momentos a barreira do idioma já atrasou ou impediu projetos?
  • Que talentos você perdeu (ou quase perdeu) por falta de perspectiva de atuação global?

2. Diferenciar inglês corporativo de curso genérico

Fuja de turmas genéricas focadas em gramática. Programas de inglês corporativo para empresas precisam estar conectados ao dia a dia:

  • reuniões de alinhamento e estratégia;
  • apresentações de resultados;
  • negociações e calls com stakeholders internacionais;
  • conversas difíceis e feedbacks em inglês.

3. Integrar inglês corporativo à gestão estratégica de pessoas

Inclua o idioma nas trilhas de liderança, nos planos de sucessão e nos programas de desenvolvimento. Mostre claramente que inglês é parte da proposta de valor da empresa, não apenas um benefício extra.

4. Medir impacto em métricas de negócio

Mais importante que medir apenas níveis (B1, B2, C1) é acompanhar:

  • o aumento da participação ativa de líderes em reuniões globais;
  • o número de projetos internacionais liderados a partir do Brasil;
  • a percepção de confiança das lideranças em atuar em inglês;
  • o impacto do inglês na retenção de talentos estratégicos.

Conclusão: qual será o próximo passo da sua empresa?

Os dados do GPTW 2025 e do EF EPI 2025 apontam um caminho claro para quem cuida de recursos humanos e gestão de pessoas:

  • empresas que colocam gente no centro crescem mais;
  • a retenção exige olhar geracional e jornadas diferentes;
  • a inovação depende de segurança psicológica – e isso inclui voz em inglês;
  • inglês corporativo combinado com IA é uma das maiores vantagens competitivas;
  • a baixa proficiência em inglês no Brasil é um gargalo real para o crescimento global.

Ignorar esse conjunto de realidades já não é mais opção para quem quer atrair, desenvolver e reter líderes preparados para o futuro.

Se a sua empresa está discutindo crescimento, inovação e retenção de talentos, a pergunta que fica é:

Qual será o próximo passo para estruturar o inglês corporativo na sua estratégia de pessoas?

Se você quiser discutir cenários, formatos e caminhos possíveis para um programa de inglês corporativo focado em lideranças e equipes-chave, vamos conversar.

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Sobre o autor
Paulo César Vicente é CEO da Fast English e especialista em inglês corporativo para profissionais e empresas, com mais de 20 anos de experiência em treinamento de executivos, preparação para testes internacionais e programas de imersão no exterior.
Conecte-se no LinkedIn:  linkedin.com/in/paulocesarvicente2

Perguntas frequentes sobre inglês corporativo e retenção de líderes

1. O que é inglês corporativo e em que ele é diferente de um curso tradicional de inglês?

Inglês corporativo é um programa de desenvolvimento voltado para as necessidades reais de comunicação de uma empresa: reuniões, apresentações, negociações, relatórios e interação com times globais. Diferente de um curso tradicional de inglês, que costuma seguir um livro genérico, o inglês corporativo trabalha com situações do dia a dia da organização, vocabulário de negócio e objetivos alinhados à estratégia de pessoas. O foco não é “aprender inglês em geral”, mas garantir que líderes e equipes consigam atuar com segurança em contextos internacionais.

2. Como o inglês corporativo impacta a retenção de líderes e talentos?

Os dados do GPTW 2025 mostram que oportunidade de crescimento é um dos principais motivos de permanência nas Melhores Empresas para Trabalhar. Sem inglês, muitos profissionais ficam de fora de projetos globais, promoções e posições estratégicas, o que reduz a sensação de futuro dentro da empresa. Programas estruturados de inglês corporativo para lideranças aumentam a empregabilidade interna, ampliam as perspectivas de carreira e contribuem diretamente para a retenção de talentos em áreas críticas.

3. Por onde começar um programa de inglês corporativo na minha empresa?

O primeiro passo é fazer um diagnóstico: mapear quais áreas e cargos mais precisam de inglês no curto e no médio prazo (lideranças, times de inovação, áreas que falam com matriz ou clientes internacionais). A partir daí, RH e gestão de pessoas podem definir prioridades e formatos: turmas pequenas para executivos, trilhas de inglês para empresas por nível, sessões individuais para C-level etc. É importante que o programa tenha metas ligadas ao negócio (participar de reuniões em inglês, apresentar resultados, liderar projetos globais) e não apenas horas de aula. Se precisar de apoio para desenhar esse plano, você pode conversar comigo pelo LinkedIn.